O aquarismo ou aquariofilia se trata da pratica de se criar peixes, plantas, invertebrados, entre outros organismos aquáticos em recipientes geralmente de vidro, em tanques naturais ou artificiais, para fim ornamental ou experimental, distinguindo essa atividade da piscicultura, essa que por sua vez está voltada para a produção.
Este hobby vem adquirindo muitos adeptos nos últimos anos, porém, não se trata de uma atividade recente. Foram encontrados entre as pirâmides, indícios de que os egípcios colocavam peixes em grandes tanques de vidro. Existe a hipótese de que o aquarismo era usado pelos astrônomos e pelos matemáticos para relaxar e se concentrarem para prever a época das inundações do Nilo. Nessa época, esta atividade poderia ser a nível de ornamentação ou gastronomia, onde o tanque de peixes era usado como depósito de alimentos.
Aristóteles, descreveu cerca de 115 espécies de peixes, iniciando uma nova ciência chamada de ictiologia, ou simplesmente, estudo dos peixes. No século XIII, Marco Pólo viajando pelo oriente, descobriu que os chineses tinham o hábito de criar peixes em tanques de vidro. Foi na China que desenvolveu-se o peixe dourado que ainda não tinha as enormes nadadeiras, o Kinguio - Carassius auratus, foi aperfeiçoado pelos japoneses, que levaram a fama chamando-o de peixe japonês.
O aquarismo, assim como o paisagismo exige do hobbysta senso estético e conhecimentos técnicos diversos, como biologia básica, química básica, entre outros. Montar um aquário não é simplesmente adicionar água em um tanque e introduzir o animal. Devemos nos lembrar, que estamos nos dando com seres vivos, que exigem de parâmetros que se aproximem dos encontrados na natureza. Para que um aquário se desenvolva bem, é necessário observar alguns cuidados mínimos. São estes a filtragem, a iluminação e a manutenção dos parâmetros da água.
São três os tipos de filtragem fundamentais em um aquário, a filtragem química que irá remover substancias dissolvias na água a nível molecular, a física que atuará na retirada de detritos do sistema em seu estado macroscópico, e a biológica que se trata das ações nitrificante e desnitrificante proporcionadas pelas colônias de bactérias, fundamentais à saúde deste mini ecossistema.
Como sabemos, a iluminação é fundamental a quase todos os seres vivos. Em média, durante um dia a iluminação solar dura de 6 a 8 horas, o que é aproximadamente o período adequado para manter o aquário iluminado. Lembrando que os peixes não dormem, eles apenas alternam estados de vigília e repouso. O período de repouso consiste num aparente estado de imobilidade, em que os peixes mantêm o equilíbrio por meio de movimentos bem lentos. Como não possuem pálpebras, seus olhos ficam sempre abertos. Algumas espécies se deitam no fundo do mar ou no rio, enquanto os menores se escondem em buracos para não serem comidos enquanto descansam. Isso não é diferente em um aquário. Logo, se mantivermos o ambiente iluminado o tempo todo, eles não conseguirão repousar, e conseqüentemente ficarão estressados. Em aquarios plantados, as exigências são ainda maiores, pois as plantas precisam de luz para realizar a fotossíntese, logo existe um tempo mínimo e uma quantidade mínima de luz a ser aplicada.
Como estamos tratando de um ambiente que imitará um ecossistema natural, não podemos nos esquecer dos parâmetros básicos da água. Os mais comuns são, PH, Temperatura, GH, KH, e a densidade. Há uma impressão por parte de leigos de que manter um aquário é extremamente difícil. O fato é que, quanto menor o aquário, mais difícil é a manutenção dos parâmetros da água. Pode soar estranha essa afirmação, mas para um exemplo mais didático, pensemos em um copo com água e uma piscina. Se colocarmos uma colher de um ácido qualquer em um copo, provavelmente esta solução agirá com maior agressividade. O mesmo não aconteceria no caso da piscina, pelo volume maior de água, a solução se diluiria na água em maior quantidade. Da mesma forma a temperatura, para esquentarmos um copo com água, cinco minutos em uma chama de fogão seriam suficientes, já, para esquentarmos uma piscina seria necessário um aquecedor potente e várias horas do seu uso. Logo, se recomenda aquários pequenos para aquaristas experientes, pois as chances de alteração dos parâmetros se multiplicam quanto menor o aquário.
Os aquários se classificam basicamente em dois grupos, os de água doce e os de água salgada. Dentro destas grandes subdivisões, outras classificações acontecem, baseadas em características de cada montagem, geralmente por tema, como os comunitários, de cardumes, ciclídeos africanos, plantados, ou por bioma como os de recife, ou "rochas vivas", amazônicos, lagos africanos, entre outros. Takashi Amano tem-se destacado nos últimos anos nos aquários plantados, criando alguns dos mais belos aquários “naturais” existentes.
Devemos nos lembrar também que cada animal vive em um determinado ambiente, então, cada um terá um parâmetro de vida diferente do outro, como o PH por exemplo. O numero de adeptos obtendo bons resultados vem crescendo a cada dia. Portanto, caso queira ter este pedaço da natureza dentro de sua casa, estude, vá além destas informações aqui presentes, que você não se arrependerá.




