A procura de animais silvestres oriundos de criadores legalizados vem crescendo a cada dia . Porém, o IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis vem dificultando a concessão de licenças para a criação de animais silvestres em cativeiro. O que gera um aumento no preço por parte dos criadores já legalizados, e segundamente por parte dos Pets Shops, o que favorece o comércio clandestino. É o que podemos confirmar com o depoimento abaixo:
Entrei em contato com o IBAMA a procura de um criador legalizado de repteis em São Paulo. Recebi a informação de que no site havia uma lista dos criadores do estado. Então, acessei a lista e entrei em contato com o respectivo criador através de um e-mail. Este me respondeu da seguinte forma: “Somos criadores comerciais de répteis, ainda estamos na atividade, mas isso se deve a nossa paixão e teimosia. Infelizmente não podemos vender as espécies que criamos no mercado interno. Nosso criadouro foi homologado pelo IBAMA após 2002 e todos os criadouros de répteis, anfíbios e invertebrados voltados para o mercado de animais de estimação homologados após essa data, não podem vender répteis no Brasil por prazo indeterminado. Estamos esperando uma resolução do IBAMA, que infelizmente não sai, não existe vontade política para isso e muito menos bom senso, além de todos estes problemas enfrentamos também o problema do preconceito com estes animais. Hoje estamos muito desanimados devido a falta de incentivo por parte do IBAMA. No momento estamos trabalhando com o melhoramento do nosso plantel e aumentando a quantidade de matrizes na esperança de uma liberação da venda.” Continuei a procura por criadores que atendessem à legislação, porém não os encontrei.
Assim, estes consumidores acabam por recorrer ao comercio ilegal, o que é claramente visto ao comparar o numero de animais silvestres vendidos legalmente com os vendidos clandestinamente. O Brasil contribui com 15% no quesito trafico mundial de animais silvestres com mais de 400 quadrilhas organizadas. São cerca de 38 milhões de animais retirados todos os anos das florestas para serem vendidos clandestinamente segundo o Ministério do Meio Ambiente, sendo que apenas 10% chegam ao local vivos, ou seja, de cada dez animais apenas um sobrevive.
Como vimos, o IBAMA está indo de encontro ao seu próprio ideal, que é a conservação da fauna e flora silvestres. Deveria haver uma maior proximidade deste com os criadores e interessados. Esses que criticam a burocracia para a liberação de criatórios, essa que por sua vez seria a solução para o combate ao comercio ilegal. O IBAMA promete dar mais agilidade aos processos e também reforçar a fiscalização, visando combater o comércio ilegal. O problema é que isso foi dito em maio de 2009, e estamos em março de 2011 sem notar nenhuma movimentação por parte do órgão.

O problema não é que o Ibama dificulte, mas sim que isso se faz necessario, e, a causa do tráfico de animais não é ligado a este fato, pois bem antes da criaçaõ dos códigos e legislações ambientais o fato já ocorria. A dificuldade que se impoe é justamente para tentar diminuir um pouco das consequencias do que já ocorria no passado, fatos que remontam outras fases da historia do país. E ainda, muitos criadores legalizados aproveitam do status que detém para servirem de laranjas do tráfico de animais e etc.
ResponderExcluirAbraços do MILTOXI
www.miltoxi.blogspot.com
O fato de criadores legalizados aproveitarem de seu status para servirem de laranjas do trafico realmente existe, pra isso é necessário uma maio fiscalização por parte do órgão. Porém, se diminui a burocracia para a liberação de criatórios, a compra de animais nascidos em cativeiro será maior, diminuindo a retirada de animais direto da natureza. É o que outros países tem feito, e com sucesso.
ResponderExcluirAbraço!
O problema menor é a burocracia. O problema maior é a falta de política pública para gerenciar todo o sistema, quiçá, a fiscalização. Num país como o nosso em que o proprio sistema político é corrupto dá margem para vários problemas, é praticamente inevitável o tráfico. O que tento dizer que o problema não é menos burocracia, nem mais burocracia, pois o problema não á da legislação, mas sim da falta de implementação. de recursos. Abraços
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